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[pd58]Equipes dos bombeiros localizaram o corpo da nona vítima do desabamento de três prédiosocorrido na quarta-feira (25), no Centro do Rio de Janeiro. De acordo com a Defesa Civil, a vítima é uma mulher e foi achada no começo da tarde desta sexta-feira (27).
Com esse resgate, ao menos 26 pessoas ainda continuam desaparecidas, segundo estimativa da prefeitura. Parentes e amigos chegam a todo momento em busca de informações. Até as 19h de quinta-feira (26), foram retiradas 15 mil t de escombros do local em 400 viagens de caminhões.
Dinheiro em cofre
O desabamento esconde um tesouro que as autoridades ainda não sabem como retirar de debaixo dos escombros. A agência do banco Itaú, de número 0607, tem entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões guardados dentro do cofre.
Em nota oficial, o banco diz que os clientes afetados serão atendidos em outras 11 agências que funcionam na região, mas deixa transparecer a preocupação da instituição ao afirmar que “equipes do banco estão no local desde a noite de ontem para acompanhar e contribuir com o trabalho (...) e adotar as providências cabíveis e necessárias”.
De acordo com uma fonte do banco ouvida pelo R7, o receio é que a quantidade de dinheiro chame a atenção da população, criando problemas de segurança.
- Estamos em contato com os bombeiros, a Defesa Civil e outras autoridades que isolam a área. A primeira providência é localizar as vítimas, mas estamos monitorando o cofre.
Segundo o Banco Central, os correntistas da agência não terão qualquer prejuízo com a destruição da agência. Pelas regras da autoridade monetária, assim que o dinheiro for resgatado, o banco poderá fazer a troca das notas danificadas por outras novas.
A tragédia
Pd59 - Bombeiros trabalham em estruturas que ficaram penduradas em imóvel vizinho ao prédio de 20 andares que desabou no Rio e fez ruir outros dois prédios vizinhos (Foto: Ide Gomes/Frame/AE)
Três prédios de aproximadamente 18, 10 e 4 andares desabaram pouco depois das 20h de quarta-feira (25), na avenida Treze de Maio, região da Cinelândia, centro do Rio de Janeiro. Houve pânico e correria. Seis pessoas tiveram ferimentos leves. Mais de 20 ficaram soterradas. Um posto de informações para familiares de vítimas foi montado na Câmara dos Vereadores.
Fotos revelam dimensão da catástrofe
Assista ao momento do desabamento
Pânico e correria no centro logo após desabamento
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As causas da tragédia estão sendo investigadas. O prefeito Eduardo Paes, assim como alguns especialistas, minimizou a possibilidade de explosão. De acordo com avaliações preliminares de técnicos que trabalham no local, as causas teriam ligação com problemas estruturais.
A Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro, a CEG, informou que não fornecia gás para nenhum dos três prédios que desabaram e que não há registro de pedido de vistoria para esses edifícios.
Segundo a CEG, o fornecimento de gás para as ruas localizadas no entorno dos edifícios que caíram permanece interrompido por medida de segurança, conforme solicitação da Defesa Civil e da Prefeitura do Rio.
Desde as 6h de quinta-feira (26), estão interditados os seguintes trechos: avenida Treze de Maio e avenida Almirante Barroso entre a avenida Rio Branco e a rua Senador Dantas. Esta última está com mão invertida entre a avenida Almirante Barroso e a rua Evaristo da Veiga. Veículos procedentes da Cruz Vermelha e da avenida República do Chile devem seguir pela rua Senador Dantas.
Equipes de diferentes órgãos, como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Comlurb etc, trabalham na remoção dos escombros. O entulho é levado para um galpão e passará por perícia. A expectativa é de que a remoção total termine em dois meses.
No primeiro dia de buscas, cinco corpos foram resgatados. Nesta sexta-feira, quatro foram encontrados, sendo que o primeiro foi achado pelas equipes ainda durante a madrugada. As equipes têm expectativa de encontrar os escombros doandar onde um grupo tinha aula no prédio de 20 andares.
Segundo a Polícia Civil, quatro vítimas haviam sido identificadas até por volta das 9h. Foram listados como mortos na tragédia Celso Renato Braga Cabral, Cornélio Ribeiro Lopes, Margarida Vieira de Carvalho e Nilson de Assunção Ferreira. Sob aplausos, Cabral foi enterrado nesta manhã em Niterói.
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Além das vítimas relacionadas oficialmente pela Polícia Civil, parentes também dizem já ter identificado o corpo do catador de lixo Moiséis Moraes da Silva.
O acidente deixou seis feridos. De acordo com a Secretaria municipal de Saúde, o quadro mais grave é o da única pessoa que segue internada. Ela é uma mulher que teve lesão no couro cabeludo, passou por cirurgia e foi transferida para um hospital particular.
Buscas continuam
Não foi divulgada uma lista oficial ou até mesmo o número exato de pessoas procuradas. O secretário municipal de Assistência Social, Rodrigo Bethlem, disse que representantes de 26 famílias procuraram notícias de desaparecidos. "Pode haver gente sendo procurada que não esteja aqui nos escombros", afirma.
O subcomandante geral do Corpo de Bombeiros, Ronaldo de Alcântara, chegou a afirmar na manhã desta sexta que as equipes trabalham com a possibilidade de haver 23 desaparecidos. Ele disse acreditar que os procurados possam estar concentrados em pontos próximos nos escombros.
Na madrugada desta sexta, o secretário estadual de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, informou que as buscas vão continuar por mais 48 horas. "Esse é um prazo que eu estou me impondo para encerrar as buscas", disse o coronel. Segundo ele, após esse prazo, o trabalho de retirada dos escombros será de competência da prefeitura.
Para Simões, o modo como o desabamento parece ter ocorrido dificulta ainda mais as buscas. "O volume de material é muito grande. A essa altura já era para nós termos encontrado mais corpos, mas a sobreposição das lajes efetivamente é um dificultador", avaliou.
Polícia abre inquérito
A Polícia Civil abriu inquérito para apurar as responsabilidades do desabamento. Na quinta-feira (26), o titular da 5ª DP (Mem de Sá), delegado Alcides Alves Pereira, ouviu sete testemunhas e dois policiais que prestaram socorro às vítimas logo após o colapso das estruturas.
O desabamento ocorreu por volta das 20h30 de quarta. Um prédio de 20 andares, outro de 10 e um imóvel de cinco pavimentos ficaram em ruínas. O trânsito nas ruas situadas nas imediações do Theatro Municipal permanece interditado.
Dano estrutural
Para o prefeito Eduardo Paes, a principal hipótese é que o desabamento tenha sido causado por um dano estrutural, já que não há informações sobre explosão ou vazamento de gás. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) informou que obras "ilegais", sem registro no conselho ou na prefeitura, eram realizadas no prédio de 20 andares.
Na hora da tragédia, testemunhas disseram ter ouvido a estrutura do edifício estalar antes de ir ao chão. Sobreviventes relataram momentos de desespero e quem estava no quarteirão diz ter visto muita poeira tomar conta de carros e imóveis após a queda das estruturas.
Luto de três dias
O governador Sérgio Cabral decretou luto oficial de três dias no estado do Rio de Janeiro em memória dos mortos. De acordo com o governo do estado, o decreto será publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta. A assessoria de imprensa da Prefeitura informou que o município fará o mesmo.
Equipes dos bombeiros localizaram o corpo da nona vítima do desabamento de três prédiosocorrido na quarta-feira (25), no Centro do Rio de Janeiro. De acordo com a Defesa Civil, a vítima é uma mulher e foi achada no começo da tarde desta sexta-feira (27).
Com esse resgate, ao menos 26 pessoas ainda continuam desaparecidas, segundo estimativa da prefeitura. Parentes e amigos chegam a todo momento em busca de informações. Até as 19h de quinta-feira (26), foram retiradas 15 mil t de escombros do local em 400 viagens de caminhões.
Foto: Severino Silva
Dinheiro em cofre
O desabamento esconde um tesouro que as autoridades ainda não sabem como retirar de debaixo dos escombros. A agência do banco Itaú, de número 0607, tem entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões guardados dentro do cofre.
Em nota oficial, o banco diz que os clientes afetados serão atendidos em outras 11 agências que funcionam na região, mas deixa transparecer a preocupação da instituição ao afirmar que “equipes do banco estão no local desde a noite de ontem para acompanhar e contribuir com o trabalho (...) e adotar as providências cabíveis e necessárias”.
De acordo com uma fonte do banco ouvida pelo R7, o receio é que a quantidade de dinheiro chame a atenção da população, criando problemas de segurança.
- Estamos em contato com os bombeiros, a Defesa Civil e outras autoridades que isolam a área. A primeira providência é localizar as vítimas, mas estamos monitorando o cofre.
Segundo o Banco Central, os correntistas da agência não terão qualquer prejuízo com a destruição da agência. Pelas regras da autoridade monetária, assim que o dinheiro for resgatado, o banco poderá fazer a troca das notas danificadas por outras novas.
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